"Uma vida regrada, com exercícios e sem vícios é importante, mas não o
suficiente para uma vida longa se o cérebro não for bem estimulado" - David
Snowdown.
Uma interessante pesquisa realizada em um convento nos Estados Unidos pelo
médico David Snowdown, visava descobrir a capacidade criatica deles, quando
entraram para o mosteiro, analisando o desejo de seus votos, apresentado por
escrito.
A pesquisa analisou 60 justificativas dos desejos dos candidatos admitidos entre
18 e 32 anos de idade. Os resultados obtidos pelo médico são realmente
interessantes.
- Os religiosos de menor capacidade criativa, morreram com 81,7 anos.
- Aqueles de MAIOR criatividade, alcançaram 88,5 anos.
- O mal de Alzheimer atacou 10 VEZES MAIS, aqueles de menor capacidade criativa.
Considere que em um convento, estão todos submetidos às mesmas condições de
vida, certamente tranqüilas.
Curiosamente, uma das terapias atuais, preventivas ao crescimento do mal de
Alzheimer é receitar a prática de "palavras cruzadas" para os pacientes em
início da doença.
Dias desses, li sobre a importância de viagens e passeios para as pessoas de 3º
idade, como elemento de elevação de saúde mental.
Todas essas atividades estão inseridas nos cursos de criatividade que
praticamos, na primeira fase do processo criativo, qual seja, o "desbloqueio da
mente - elemento disparador - o alarme", dentro do qual, está o bloqueio do
cotidiano, o bloqueio profissional / intelectual, o bloqueio emocional e ainda
os bloqueios bem mais sutis pela dificuldade de serem identificados, sem a qual,
não conseguimos sequer considerá-los - o bloqueio da forma / função e o bloqueio
do olhar. Esses dois últimos são os piores bloqueios, uma vez que nem sabíamos
que não sabíamos da sua existência...
"O Homem gosta de opiniões às quais está acostumado desde a juventude. Isso o
impede de encontrar a verdade, pois acaba agarrado ao hábito." Moses Maimonedes,
Filósofo egípcio.
Podemos compreender o desenvolvimento do potencial criativo, inerente a todo ser
humano, mas esperando para ser acionado, como a geração de sinapses (conexões
mentais) diferentes daquelas habituadas, seja pelo cotidiano ou pelo diploma,
como uma outra maneira de melhorar e prevenir nossas condições de saúde mental.
Diferente de praticar esportes, os quais são necessários para o bom estado
"físico", mas não necessariamente condicionante para uma excelente saúde mental.
Para esta, "outros tipos de exercícios" precisam ser praticados. Exercícios para
a mente.
No cotidiano, há uma imensa possibilidade de implementar esses exercícios para o
nascimento de outras sinapses ao fazer coisas diferentes ou de maneira desigual
dentro da rotina, saindo da "avenida principal" que criamos na mente, por onde
tudo tem de passar. Qualquer coisa, não importa qual nem quando ou onde, desde
que seja diferente do hábito e que seja mantido a prática de diferenciar
continuadamente. Do contrário, você sai da "avenida principal" mas também só
circula pela "avenida paralela...".
São ações bem simples, mas que trazem enormes benefícios para o desenvolvimento
da capacidade criativa e saúde mental.
Experimente. Você não tem nada a perder, porém pode descobrir maneiras de muito
ganhar.
Sobre o Autor: Rui Santo é Engenheiro Sênior Internacional, Prof. de
criatividade MBA/PECE/USP - Gestão e Engenharia de Produto, artista plástico,
autor de várias técnicas de criatividade, consultor em criatividade / inovação e
palestrante em empresas e eventos. E-MAIL:
ruisanto@uol.com.br
Para saber mais informações sobre o Rui Santo visite a sessão "Você com o
Especialista" em nosso site:
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