Você venderia um tradicional cafezinho da mesma forma que um Terraza Blend
(combinação de grãos de café africanos e latino americanos, com um toque de
laranja e caramelo, servido com gelo no Starbucks Café)?
O mundo está repleto de produtos e serviços inovadores. Da mesma forma, as
empresas inovam em seus programas internos, pessoas desenvolvem profissões
novas, mudam as relações profissionais. Hoje é difícil para qualquer
profissional não ter novidades: a maioria está realizando novos cursos e/ou
administrando as mudanças da empresa e do mercado.
O exemplo acima ilustra como é evidente a diferença entre falar sobre algo
conhecido e algo novo. No caso de uma venda, não perceber que a inovação merece
tratamento diverso pode ser fatal.
Tenho ajudado vendedores, empreendedores e gestores que implantam programas
inéditos nas empresas a apresentar suas novas idéias aos demais. Mesmo que você
não se enquadre em nenhuma das categorias citadas, algum dia vai precisar
transmitir algo novo a alguém.
Na ocasião, lembre-se que o cérebro humano tem em comum com os animais uma área
que os cientistas chamam de cérebro reptiliano. Essa parte do cérebro tende a
reagir diante do desconhecido como se ele fosse uma ameaça. O que fazem os
animais quando ameaçados? Ou fogem ou atacam. Assim, não permita que o novo,
pela dificuldade de compreensão, pareça ameaçador.
Pessoas podem não fugir literalmente, mas poderão se dizer ocupadas para ouvi-lo
ou apenas fingirem que o ouvem.
Da mesma forma, dificilmente você será atacado fisicamente por apresentar algo
novo, mas seu produto ou serviço poderá ser atacado, na sua presença ou não.
A solução: nunca deixe seu interlocutor confuso. Portanto, nada de esmiuçar
detalhes. Compare.
E aqui vai outra dica sobre o cérebro humano: ele adora arquivar informações.
Procure se lembrar da última vez que procurou entender um produto inédito. Sua
mente não foi atrás de produtos relacionados? Não é mais fácil explicar o Pen
Drive como um mini arquivo de documentos? Não é mais fácil definir o Cirque du
Soleil como um circo com toques de show de Broadway e atletismo?
Comece portanto, com o semelhante, mas...assim que seu interlocutor estiver
confortável, sinalize a diferença. Isto é fundamental, caso contrário ele não
perceberá os aspectos inovadores. Você se lembra do caso do walkman? Na ocasião
de seu lançamento ele só era percebido como um gravador que não gravava.
Este é só o começo. Num mundo que está sempre se reciclando, saber expor o novo
faz toda diferença.
Para mais informações sobre Gisela Kassoy -
www.inovacaocontinua.com.br
gisela@giselakassoy.com.br é
especialista em Criatividade e Inovação. Realiza seminários, palestras e
consultoria sobre o tema e atua como facilitadora de grupos de geração de
idéias. Fez formação na Universidade de Nova York em Búffalo e no Center for
Creative Leadership. Graduada em Comunicações na FAAP, é mestranda na USP e
autora do livro Porta Idéias - Um Guia Para você estimular, guardar e aprimorar
idéias.