Muitos gestores reclamam que o tempo não é o seu melhor amigo e que poderiam
fazer mais pelas suas empresas, clientes, funcionários, associações de classe,
comunidades, etc. se não ficassem limitados pelas horas que passam rapidamente.
E pelo corre-corre do dia a dia para vencer esse inimigo, terminam sendo
acometidos pela doença do tempo, cujos sintomas são o estresse, a fadiga,
depressão e ansiedade.
Realmente o tempo é cruel, sendo inimigo de quem luta contra ele, mas amigo de
quem sabe tê-lo a seu favor, aproveitando bem cada minuto ao invés de
desperdiçá-lo, como muitos fazem, mas pensando que estão dando o máximo de si.
Gastar mais energia com as atividades diárias não significa ser produtivo, pois
geralmente pode-se fazer mais com menos esforço, desde que haja planejamento.
Os gestores líderes, por serem conscientes de que sua eficácia consiste em fazer
mais, com qualidade e rapidez, procedem de maneira diferente, tendo sempre o
tempo como seu grande aliado. No seu planejamento de trabalho tem como
prioridade a administração do tempo, pois sabem que nem tudo que é urgente é
importante, como pensa a maioria das pessoas. Aliás, o que é importante
geralmente não é urgente, pois são atividades que podem ser planejadas.
As atividades urgentes estão relacionadas ao tempo, enquanto as importantes são
referentes ao que tem valor, requerendo, portanto, prioridade na relação de
tarefas a serem executadas. Mas, o que acontece com freqüência é que as tarefas
importantes se tornam urgentes porque são postergadas e aí viram crises, à
medida que o prazo vai se esgotando. Nesse caso, a sua execução passa a ser de
extrema necessidade. Já pensou quantas pessoas deixam para entregar a
declaração de imposto de renda no último dia? É crise pura!
Como fazem os líderes para maximizarem o seu tempo? Seguem a sugestão de Peter
Drucker, com a identificação de atividades desperdiçadoras de tempo, a fim de
se livrar delas. Para isso, perguntam a si próprios sobre algumas situações,
tais como:
1) O que aconteceria se isso não tivesse sido feito em absoluto?
2) Quais das minhas atividades poderiam ser feitas por outra pessoa, tão bem
quanto por mim, ou até melhor?
3) O que é que eu faço que toma o meu tempo sem contribuir para a sua eficácia?
Através dessas perguntas os líderes eliminam as tarefas não produtivas,
perdedoras de tempo, concentram-se em atividades realmente importantes, delegam
poderes e não desperdiçam o tempo das outras pessoas.
Os líderes sabem que por maiores que sejam suas competências e por melhor
desempenho que tenham, não podem fazer tudo sozinho. Por isso delegam tarefas,
onde só têm a ganhar: 1) Maximizam o seu tempo, produzindo mais e com qualidade,
além de planejar, pensar, criar; 2) Desenvolvem outras pessoas e sempre formam
novos líderes; e 3) Mantém colaboradores na empresa, pois as pessoas que têm
perspectivas de crescimento só ficam em organizações onde haja essa
possibilidade.
Os líderes também são conscientes de que ao delegar atividades, alguns aspectos
devem ser levados em consideração para que o objetivo desejado tenha êxito.
Dentre eles estão:
Conhecer o perfil, competências e habilidades dos liderados, de modo a não
delegar tarefas para quem não esteja capacitado para executá-las. Ao mesmo
tempo, oferecer todo o apoio necessário para que o delegado tenha condições de
realizar as tarefas que lhe foram incumbidas. Pois, são conscientes de que se
algo sair errado a responsabilidade continua sendo sua, ao contrário de muitos
gestores que se creditam dos acertos, atribuindo os erros aos liderados.
Explicar com bastante clareza sobre a tarefa e como executá-la, quais os
procedimentos a serem adotados, bem como se certificar de que realmente houve
entendimento por parte do delegado, de modo a tirar todas as dúvidas que possam
existir.
Estabelecer um prazo exeqüível para a realização da tarefa, que não comprometa o
tempo e o desempenho do delegado. Informalmente, verificam o progresso da
atividade que está sendo executada, mas sem ficar cobrando a conclusão antes
da data estabelecida.
Sobre o Autor: Antônio P. B. Braga é palestrante e instrutor de Vendas e
Qualidade no Atendimento da Sagra Consultoria em Vendas. É também autor de
artigos sobre os referidos temas publicados em diversos sites do gênero tais
como: Venda Mais (www.vendamais.com.br);
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