Está equivocado quem diz que não existem limites para as competências
humanas. Lógico que sim. Não somos deuses, nem semi-deuses, apesar de alguns
gurus, através de suas fórmulas mágicas de auto-ajuda, quererem vender a idéia
de que podemos tudo. QUERER É PODER! Mentira!!! Somos limitados. O problema, na
minha opinião, não está em definir se existem ou não estes limites, mas onde
eles terminam, ou começam. Ou seja, até onde podemos chegar com nossas
competências? E, por fim, quem estabelece ou cria estes limites, o meio ou o
próprio indivíduo?
Primeiramente, vamos definir o que é competência. Segundo o Houaiss, competência
é a "capacidade que um indivíduo possui de expressar um juízo de valor sobre
algo a respeito de que é versado", ou ainda a "soma de conhecimentos ou de
habilidades" de alguém. Fico com esta última definição para estabelecermos um
nivelamento de idéias. Assim, a sua capacidade de se expressar em público, de
realizar cálculos matemáticos rápidos, de atender clientes com entusiasmo e
empatia, de se comunicar com fluência em outra língua, ou ainda de liderar com
maestria equipes de vendas pode ser vista como competências que você
desenvolveu. Sim, porque habilidades inatas são normalmente ligadas às suas
atitudes e comportamento. Mas, na competência, me refiro àquelas habilidades
desenvolvidas a partir da prática intensa dos conhecimentos assimilados.
Entenda! Se você conseguir enxergar que o aprimoramento da competência resulta
na excelência, entenderá facilmente porque Aristóteles conceitua como "uma arte
conquistada pelo treino e hábito". Ele ainda diz "Nós não agimos certo porque
temos virtuosidade ou excelência, mas preferencialmente as temos porque agimos
certo. Nós somos o que fazemos repetidamente. Excelência, então, não é um ato,
mas um hábito". Portanto, habilidades são capacidades que fazemos habitualmente.
E o hábito exercitado ao extremo da competência, leva-nos à excelência.
Mas onde fica o limite disso tudo? Bem, em primeiro lugar, o limite é
fundamental para que definamos onde estamos, para que nos reconheçamos e
consigamos perceber a necessidade de se superar. Ou seja, é quando dizemos NÃO
SEI, ou NÃO CONSIGO, que o limite da nossa competência, ou da nossa excelência,
está definido, posto. Sem esta virtude, a de reconhecermos nossos próprios
limites, não avançamos, não percebemos a necessidade de aprimoramento. Não é a
toa que os que não têm humildade em reconhecer esse limite se estagnam, pois não
encontram não percebem ou não enxergam uma fronteira para ser superada. Para
eles, simplesmente esta fronteira não existe, não precisa ser transposta e
estabelecida uma nova, mais distante, mais à frente. Assim não se reciclam, não
se complementam. Essa é a parte boa do limite.
Mas existe ainda um lado ruim dos limites. É quando o estabelecemos antes de sua
real posição. Ou seja, podemos, somos capazes ou competentes de chegarmos mais
além, de fazermos mais, de executarmos melhor. Mas por causa do medo, da baixa
auto-estima, da vergonha, definimos em nossas mentes um limite imaginário que
nos impede de usarmos o potencial máximo de nossa competência, ou, como
definido, de nossos conhecimenos e habilidades. Sendo assim, a primeira coisa a
se fazer quando você for tentar superar seus limites é identificar se o limite é
real, mensurável, ou seja, se ele é fruto do desconhecimento ou da inabilidade,
ou se o limite é imaginário, criado a partir de suas crenças, traumas e
paradigmas. Isso é fundamental para que você avance e cresça profissionalmente.
Porque, se você estiver convencido que não pode, que não consegue, de nada
adiantará tentar quebrar esse limite imaginário fazendo um curso ou lendo um
livro. Nesse caso, o melhor é buscar o apoio de especialistas que lhe ajudarão a
vencer seus medos, a rematrizar sua mente, estabelecendo novas verdades, e
assim, destravar os bloqueios que hoje impedem que você use o máximo de seu
potencial.
Portanto, rompa seus limites e supere-se. Você não pode tudo, mas certamente
pode muito mais! O que você está esperando?
Sobre o Autor: Paulo Angelim Consultor e Palestrante Nacional em Marketing,
Vendas e Crescimento Pessoal. Autor do livro "Por que eu não pensei nisso
antes?". Contato: www.pauloangelim.com.br E-mail:
pauloangelim@varejum.com.br .
Para mais informações sobre Paulo Angelim visite a sessão "Você com o
Especialista" em nosso site:
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