Cada vez, mais e mais, a criatividade parece estar presente na vida dos
profissionais, mostrando-se como condição à permanência no mesmo segmento ou
saída de sobrevivência para inserir-se em outro campo.
Continuar incluído profissionalmente parece estar sujeito a criação de novas
cadeiras (inventadas pelos profissionais criativos) para obter assento, (no
organograma da empresa, ou no mercado, ou...), uma vez que as posições "criadas"
anteriormente, já estão tomadas.
Observe, por exemplo, como a ciência tem se espraiado.
Há 500 anos, uma pessoa, podia interessar-se por engenharia, artes e medicina
como fez Leonardo Da Vinci.
Hoje os conhecimentos, distribuídos em 4 segmentos (exatas, humanas, biomédicas
e ciências da terra), estendendo-se para outros temas (holísticos,
transdisciplinares e expandidos, dentro de um mesmo segmento. Contabilidade
agora é elemento estratégico.
A inserção, nos níveis educacionais mais altos, exige criatividade máxima dos
estudantes de mestrado e doutorado.
Para tornar-se doutor, cada vez mais a exigência da originalidade da tese, ganha
espaço e pode impedir a continuidade dos estudos nesse nível, principalmente em
áreas onde há muitos interessados com muitas idéias, uma melhor que a outra.
Conheço uma estudante que já tem o mestrado, mas ainda não pode dar continuidade
ao nível de doutorado, por falta de uma tese realmente original, que empolgue
seus possíveis orientadores.
Certamente ela é criativa, mas não o suficiente para seus orientadores, que são
muito mais e aguardam que apresente algum projeto alguma abordagem diversa das
existentes, como condição para ser aceita no doutoramento.
Essa mesma cena pode ser encontrada em corporações, guiando para novos postos de
trabalho os profissionais que solucionam as "dificuldades criativas",
continuando a sobrevivência e espraiando os negócios da empresa.
Como os esportes, criatividade não tem ponto final. Mas tem sempre o próximo
campeonato, ponto limite a ser vencido. A quantidade de gols produzida pelo Pelé
é a referência para os demais jogadores que estão se aproximando desse ponto.
Sobre o Autor: Rui Santo é Engenheiro Sênior Internacional, Prof. de
criatividade MBA/PECE/USP - Gestão e Engenharia de Produto, artista plástico,
autor de várias técnicas de criatividade, consultor em criatividade / inovação e
palestrante em empresas e eventos. E-MAIL:
ruisanto@uol.com.br
Para saber mais informações sobre o Rui Santo visite a sessão "Você com o
Especialista" em nosso site:
http://www.solucaolinks.com.br/vccesp.asp?id_esp=6